Você acredita que o design do seu prédio contribui para o seu conforto?
Desde o início da humanidade, a busca por proteção definiu a relação do ser humano com o espaço habitado. Ao longo da história, a evolução da ciência e da tecnologia transformou profundamente a construção civil, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento de novos materiais, estruturas capazes de suportar cargas extremas, vãos livres e seguros e edifícios cada vez mais altos.
Com o crescimento das cidades e a intensificação dos processos de urbanização, a relação entre arquitetura e clima tornou-se ainda mais estreita. Diante desse novo contexto, a arquitetura contemporânea é desafiada a conciliar inovação, desempenho e viabilidade financeira.
O Design Bioclimático tem potencial de alavancar esse desempenho, com principios direcionados ao:
- Melhoramento da qualidade de vida dos usuários do ponto de vista do conforto higrotérmico (transferência combinada de calor e umidade)
- À integração do objeto arquitetônico ao seu contexto e entorno
- A influenciar na redução da demanda de energia convencional e no aproveitamento de fontes energéticas alternativas, como resultado do conceito ecológico moldando o presente.
Desde os primórdios da história, o homem adotou a primeira diretriz bioclimática ao passar a viver em uma caverna em vez de dormir a céu aberto. A partir daí, ele veio aplicando diversos critérios para aumentar gradativamente a qualidade do seu hábitat e, com isso, o seu conforto.
A adequação da arquitetura […] e o melhor aproveitamento da energia, não estão sujeitos a fórmulas universais; trata-se de um problema de projeto (design) no qual devem ser levadas em consideração as circunstâncias particulares de cada caso.
Beatriz Garzón
No Brasil, sistemas de ar-condicionado podem responder por até 47% do consumo total de energia em edifícios comerciais e públicos, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Podendo chegar a até 60–70% em grandes indústrias e galpões comerciais em climas quentes.
A arquitetura bioclimática resgata a essência histórica da habitação humana, a adaptação inteligente, e a eleva o patamar de exigência técnica indispensável para o futuro das cidades. Com base em dados, é possível reduzir drasticamente a dependência de sistemas mecânicos de climatização.
Procurar pelo melhor desempenho das edificações não é apenas uma escolha ecológica, mas também uma decisão econômica, moldando edificações que respeitam o meio ambiente e promovem a máxima eficiência e o bem-estar.
Autora do texto: Camila Moreira

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